Chefs ensinam a cozinhar as principais espécies da costa portuguesa

Degustar e aprender a cozinhar algumas das principais espécies transacionadas nas lotas portuguesas é possível até 9 de abril na “Cozinha Docapesca” do festival “Peixe em Lisboa”. Cavala, polvo, cavala, carapau e congro são algumas das espécies utilizadas em receitas criativas em destaque nos vários dias temáticos.

Na “Cozinha Docapesca”, no período do almoço (das 13h00 às 14h00), a Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa ou chefs convidados promovem diariamente uma aula de culinária e de showcooking, seguida de degustação. Também diariamente, mas ao jantar (das 19h00 às 20h00), chefs de renome designados pela organização realizam aulas de culinária neste espaço.

Luís Figueiredo, Isabel Fonseca, António Alexandre, Patrícia Borges, Pedro Marques, Paulo Morais, João Antunes, José Júlio, Nuno Diniz, João Alves, António Henriques, Jorge Fernandes, Micael Moreira e Bertílio Gomes são os chefs que marcam presença na “Cozinha Docapesca”.

A 10ª edição do “Peixe em Lisboa” é um evento gastronómico organizado pela Associação Turismo de Lisboa e da Câmara Municipal de Lisboa, que decorre até 9 de Abril, no pavilhão Carlos Lopes (parque Eduardo VII), reunindo restaurantes de referência e chefs de renome nacional e internacional.

 

Setor das pescas com rendimentos recorde em 2016

O preço médio do peixe vendido nas 22 lotas e 37 postos da Docapesca registou um aumento de 17 por cento em 2016 relativamente ao apurado no ano anterior, atingindo um valor na primeira venda superior a 201,7 milhões de euros.

De acordo com os registos apurados pela Docapesca, o volume de vendas em lota foi de 104,4 milhões de toneladas, menos 11,5 por cento que em 2015, mas o respetivo valor registou um aumento de 3,6 por cento.
Apesar da diminuição das quantidades, o preço médio do pescado atingiu um valor recorde. As espécies que mais contribuíram para o aumento do volume de vendas foram as espécies mais valorizadas, como o polvo e o biqueirão, sendo apenas estas responsáveis por mais de 15 milhões de euros de vendas.

Na análise global, constata-se que 156 espécies registaram quebras no valor das vendas (menos 16,9 milhões de euros). Em contrapartida, houve 143 espécies com aumentos de vendas (mais 23,6 milhões de euros), o que proporcionou o diferencial positivo de 7,1 milhões de euros registados em 2016.

Ainda de acordo com os registos da entidade que tutela as lotas portuguesas, esta tendência de aumento do preço médio das vendas continuou a acentuar-se nas duas primeiras semanas de janeiro deste ano.